Sobre o IFC: parte 01

2 Apr 2018

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Nos últimos artigos, muito se falou sobre uma tal de interoperabilidade (veja o artigo da semana passada, sobre a buildingSMART e os 5 métodos de colaboração). Neste artigo, foi falado que a buildingSMART define cinco vertentes que devem trabalhar em sinergia para fazer com que o BIM opere de forma plena e verdadeiramente assertiva. Estas cinco vertentes (Figura 01) são o BCF, o MVD, o IDM, o IFD e, finalmente, o IFC, cujo introduziremos neste artigo. Por conta da complexidade do assunto, todos os conceitos requerem um aprendizado progressivo para melhor assimilação do conteúdo.

 


Figura 01 - Os cinco métodos de padronização definidos pela OpenBIM. Fonte: buildingSMART.

 

Cada um destes itens representa uma parte da plenitude, sendo que o BCF representa o método de organizar questões a resolver dentro do modelo e delegar a coordenação entre as partes interessadas; o MVD representa o "veículo" que leva e interpreta a modelagem; o IDM representa o mapeamento dos processos utilizados; o IFD representa o dicionário dos termos utilizados na modelagem (comumente referenciado como bsDD - buildingSMART Data Dictionary); e o IFC representa os dados atrelados à modelagem (Figura 02).

 

Figura 02 - Representação de cada vertente no contexto do todo. Fonte: adaptado de buildingSMART.

 

O IFC - Industry Foundation Class - representa uma extensão de arquivo que reúne a informação da construção. Sua criação veio de uma necessidade de fazer com que diferentes softwares, com diferentes padrões, pudessem conversar entre si e garantir a interoperabilidade dentre os variados projetistas, fornecedores, clientes, administradores etc. Uma das premissas dos softwares BIM é poder importar e exportar arquivos .ifc. Resumidamente, os arquivos com esta extensão reúnem informações geométricas e não-geométricas de forma democratizada, fazendo com que qualquer parte interessada acesse qualquer informação que seja do seu interesse.

 

Podemos dizer que os arquivos IFC são considerados planos ou esquemas (schema). Desde de seu primeiro schema, lançado em 1997 (IFC 1.0), o arquivo tem evoluído, passando por diversas versões (1.5, 2.0 e assim por diante), até chegar a atual versão IFC4, lançada em 2016. Ao longo de suas atualizações, os arquivos IFC vão se tornando cada vez mais complexos e representantes dignos de uma edificação, contemplando todas as partes de seu ciclo de vida.

 

Sobre a extensão dos arquivos .ifc, encontraremos três possibilidades diferentes na hora da exportação:

  • IFC: formato padrão. Possui um tamanho relativamente compactado com texto legível

  • IFCxml: formato associando o modelo à dados com arquitetura .xml. Possui um tamanho maior por conta do acréscimo de informação. Pode ser lido por softwares que entendem a extensão .xml.

  • IFCzip: formato comprimido em ZIP. A informação não-geométrica ainda existe e é acessível.

 

A parte complexa do entendimento fica por conta da estrutura e arquitetura dos arquivos IFC, as quais abordaremos de forma mais aprofundada no próximo artigo.

 

 

Bibliografia

https://www.buildingsmart.org/about/what-is-openbim/ifc-introduction/

http://blog.areo.io/what-is-ifc/

http://www.buildingsmart-tech.org/specifications/ifc-overview

 

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